São problemas no trabalho que afetam a cabeça e o emocional das pessoas.
Não é fraqueza da pessoa — é o ambiente que adoece.
Em resumo
Risco psicossocial é qualquer condição no ambiente de trabalho que afeta a saúde mental do funcionário — sobrecarga, assédio moral, pressão por metas inalcançáveis, falta de autonomia, jornada exaustiva. O Guia MTE 2025 lista 13 fatores, e a NR-1 atualizada obriga toda empresa com CLT a avaliar e gerenciar esses riscos.
Zakto — NR-1 resolvida. Sem complicação.
546 mil
brasileiros afastados por saúde mental em 2025
+172%
de crescimento 2022-2025
Fonte: INSS — Anuário Estatístico da Previdência Social, 2025
Os 13 fatores de risco
O Ministério do Trabalho identificou 13 fatores que adoecem as pessoas no trabalho.
Quando a pessoa tem mais trabalho do que consegue dar conta no horário normal. Vive apagando incêndio, sem tempo pra respirar.
Funcionário faz o trabalho de 2 ou 3 pessoas
Não consegue almoçar direito porque tem coisa demais pra fazer
Leva trabalho pra casa todo dia
Fim de semana respondendo mensagem do chefe
Humilhações, gritos, apelidos maldosos ou isolamento no trabalho. É quando alguém usa o poder pra diminuir o outro de forma repetida.
Chefe que grita na frente de todo mundo
Dar apelidos constrangedores ao funcionário
Ignorar a pessoa de propósito nas reuniões
Ameaçar demissão a toda hora
Qualquer comportamento sexual indesejado no trabalho: cantadas, toques, olhares, mensagens ou pressão para sair com alguém.
Cantadas ou piadas de cunho sexual no trabalho
Mensagens com conteúdo sexual pelo WhatsApp
Toques ou aproximações físicas indesejadas
Pressão para sair ou ter relações em troca de promoção
Quando a pessoa não tem nenhuma liberdade pra decidir como faz o trabalho. Tudo é controlado nos mínimos detalhes.
Chefe que quer saber até quantas vezes a pessoa vai ao banheiro
Não pode dar nenhuma opinião sobre como fazer a tarefa
Microgerenciamento extremo
Tem que pedir permissão pra tudo, até pro básico
Metas impossíveis de bater, que só geram frustração. A pessoa nunca é boa o suficiente, por mais que se mate de trabalhar.
Meta de vendas que ninguém nunca bateu na história da empresa
Aumentar a meta todo mês sem dar condições
Punir quem não bate meta com humilhação pública
Rankear funcionários e expor os 'piores' no grupo
Trabalhar muito além do horário, sem descanso adequado. Horas extras viram regra, não exceção.
Trabalhar 10, 12 horas por dia regularmente
Não ter folga no fim de semana
Ser chamado fora do horário por WhatsApp
Banco de horas que só cresce e nunca é compensado
Brigas constantes entre colegas, clima pesado, fofoca e competição tóxica. Ninguém resolve, todo mundo sofre.
Equipe dividida em 'panelinhas' que não se falam
Fofoca e intriga como cultura da empresa
Chefes que colocam funcionários uns contra os outros
Ambiente de competição onde ninguém ajuda ninguém
Trabalhar muito e nunca receber um 'bom trabalho'. A pessoa se sente invisível, como se nada que fizesse importasse.
Nunca ouvir um elogio, só críticas
Colega ser promovido enquanto você faz mais
Ideias ignoradas, mas usadas depois sem crédito
Anos na empresa sem nenhum crescimento
Viver com medo constante de ser demitido. Contratos instáveis, ameaças, ou empresa que vive fazendo cortes.
Empresa que todo mês demite alguém
Chefe que ameaça: 'tem fila de gente querendo sua vaga'
Contrato temporário renovado mês a mês
Mudanças constantes sem explicação
Chefe que some quando precisa, não orienta, não protege a equipe. O funcionário se sente sozinho pra resolver tudo.
Pedir ajuda e ouvir 'se vira'
Chefe que nunca está disponível
Não ter treinamento pra função que exerce
Errar e ser punido, sem nunca ter sido ensinado
Fazer a mesma coisa repetitiva o dia todo, ou trabalhar completamente isolado dos colegas. A mente cansa tanto quanto o corpo.
Mesma tarefa mecânica 8 horas por dia
Trabalhar sozinho num depósito sem contato humano
Nenhuma variação de atividade, nunca
Home office sem nenhum contato com a equipe
Ser tratado diferente por causa de raça, gênero, idade, religião, orientação sexual ou deficiência. É ilegal e adoece.
Mulher que ganha menos fazendo o mesmo trabalho
Piadas sobre raça, religião ou orientação sexual
Pessoa mais velha ser excluída de projetos
Funcionário com deficiência ser ignorado pra promoções
Dar muito e receber pouco. O salário não corresponde ao esforço, os benefícios são ruins, e não existe perspectiva de melhora.
Trabalhar 12h e ganhar salário mínimo
Empresa lucrando e funcionário sem aumento há anos
Fazer hora extra sem receber
Colegas na mesma função ganhando mais
As consequências
O sofrimento no trabalho não fica no trabalho. Ele vai pra casa, pro corpo, pra vida inteira.
Dores de cabeça constantes
Enxaquecas que não passam com remédio. O corpo grita o que a boca cala.
Insônia
Não consegue dormir pensando no trabalho. Acorda no meio da noite preocupado.
Problemas no estômago
Gastrite, úlcera, dor de barriga. O estresse ataca direto o estômago.
Pressão alta
Estresse crônico aumenta a pressão arterial. Risco de infarto sobe muito.
Queda de imunidade
Vive pegando gripe, infecção. O corpo enfraquece quando a mente não aguenta.
Dores musculares
Tensão no pescoço, ombros, costas. O corpo trava de tanto estresse.
Ansiedade
Coração acelerado, medo constante, sensação de que algo ruim vai acontecer.
Depressão
Tristeza profunda, falta de vontade de levantar da cama, perda de interesse em tudo.
Burnout
Esgotamento total. A pessoa não consegue mais trabalhar, sente que acabou a bateria pra sempre.
Pânico
Crises de pânico: coração disparado, falta de ar, sensação de morte. Pode acontecer no trabalho.
Perda de concentração
Não consegue focar, esquece as coisas, comete erros que nunca cometia.
Baixa autoestima
Começa a acreditar que é incompetente, que não serve pra nada.
Faltas frequentes
Começa a faltar, chegar atrasado. Inventa desculpas pra não ir trabalhar.
Isolamento
Para de conversar com colegas, almoça sozinho, evita reuniões.
Agressividade
Explode por qualquer coisa, fica irritado, briga com colegas.
Uso de álcool ou remédios
Começa a beber pra aguentar, ou depende de calmantes pra funcionar.
Queda de produtividade
Faz menos, faz mal feito. Não é preguiça — é esgotamento.
Presenteísmo
Está no trabalho, mas a cabeça não. Corpo presente, mente ausente.
Problemas no casamento
Chega em casa estressado, desconta na família. Relacionamento desmorona.
Distância dos filhos
Não tem energia pra brincar, conversar. Perde momentos que não voltam.
Perda de amizades
Para de sair, de ver amigos. O trabalho consome tudo.
Abandono de hobbies
Não tem tempo nem energia pra fazer o que gosta. A vida vira só trabalho.
Problemas financeiros
Afastamento, demissão ou gastos com saúde drenam as economias.
Sensação de vazio
Sente que a vida perdeu o sentido. Vive no automático, sem alegria.
Fique atento
Como perceber que alguém da equipe não está bem?
Pessoa alegre que ficou quieta. Ou calma que começou a explodir. Mudança repentina é sinal.
Quem era pontual começa a faltar sem explicação. Atestados médicos aumentam.
Para de almoçar junto, evita conversas, fica no canto. Se afasta de todos.
Erros que antes não aconteciam. Esquecimentos, retrabalho, desatenção.
Sempre com dor de cabeça, dor nas costas, mal-estar. O corpo fala quando a boca cala.
Explode por qualquer coisa. Reage de forma desproporcional a problemas pequenos.
Vai pro banheiro chorar, olhos vermelhos. Não é frescura — é sofrimento.
Frases como 'não aguento mais', 'quero sumir', 'tanto faz'. Leve a sério.
Pessoa que se cuidava começa a aparecer de qualquer jeito. Higiene muda.
Briga com todo mundo, se desentende com frequência. Não é 'personalidade difícil' — pode ser sofrimento.
Se você reconhece 3 ou mais sinais em alguém da equipe, é hora de agir.
Não espere piorar. Converse com a pessoa, ofereça apoio e busque ajuda profissional.
Histórias reais
Essas situações são mais comuns do que você imagina. Reconhece alguma?
Maria, 34 anos — Vendedora
“Maria trabalha 10 horas por dia numa loja de roupas. O dono cobra metas impossíveis e faz ranking dos vendedores no grupo do WhatsApp. Quem fica em último, leva esporro na frente de todos. Maria começou a ter crises de choro no banheiro e insônia toda noite.”
O que aconteceu:
Afastada por ansiedade e depressão por 6 meses. A loja perdeu sua melhor vendedora.
João, 42 anos — Cozinheiro
“João trabalha num restaurante onde o chef grita, xinga e humilha quem erra. Um dia, jogou um prato no chão na frente de João e disse que ele 'não serve pra nada'. João passou a ter medo de ir trabalhar. Tremia só de ouvir a voz do chef.”
O que aconteceu:
Desenvolveu síndrome do pânico. Não consegue mais entrar numa cozinha profissional.
Ana, 28 anos — Atendente de telemarketing
“Ana atende 200 ligações por dia, com 30 segundos de intervalo entre cada uma. Não pode ir ao banheiro fora do horário marcado. Leva bronca se a ligação passa de 3 minutos. Não tem autonomia pra nada — nem pra resolver o problema do cliente.”
O que aconteceu:
Burnout diagnosticado em 8 meses. Crises de pânico frequentes no trabalho. Precisou de afastamento e tratamento psiquiátrico.
Carlos, 55 anos — Motorista de entrega
“Carlos dirige 12 horas por dia, 6 dias por semana. Não tem tempo de comer direito, come no volante. O app cobra dele 100 entregas por dia. Se não bate a meta, não ganha o bônus e não paga as contas. Não vê os filhos acordados há meses.”
O que aconteceu:
Infarto aos 55 anos. O cardiologista alertou que o estresse crônico foi um fator de risco importante. Carlos ficou 6 meses afastado.
Paula, 31 anos — Auxiliar administrativa
“Paula é a única mulher negra do escritório. Colegas fazem 'piadas' sobre seu cabelo e falam que ela 'entrou por cota'. O chefe nunca faz nada. Ela se sente humilhada todo dia, mas tem medo de reclamar e perder o emprego.”
O que aconteceu:
Depressão severa e pedido de demissão. Perdeu a confiança em si mesma. A empresa perdeu uma profissional excelente.
Roberto, 38 anos — Técnico de manutenção
“Roberto trabalha sozinho em galpões industriais o dia todo, sem contato com ninguém. Faz a mesma tarefa repetitiva há 5 anos. Nunca recebeu um elogio, um aumento, ou uma oportunidade de aprender algo novo. Sente que virou uma máquina.”
O que aconteceu:
Diagnóstico de depressão. Começou a beber pra aguentar a rotina. O casamento acabou.
Prevenção
8 ações concretas que qualquer empresa pode começar hoje.
Faça pesquisas anônimas regulares. Pergunte como as pessoas estão, e mais importante: faça algo com as respostas. Não adianta perguntar e ignorar.
Chefe bom não é o que cobra mais. É o que sabe ouvir, orientar e proteger a equipe. Invista em treinamento de gestão humanizada.
As pessoas precisam de um lugar seguro pra falar quando algo está errado, sem medo de vingança. Pode ser anônimo e confidencial.
Mensagem fora do horário tem que ser exceção, não regra. Descanso não é luxo — é necessidade pra produtividade.
Meta boa desafia sem destruir. Se ninguém nunca bate, o problema é a meta, não as pessoas.
Não basta ter política no papel. Quando acontecer, aja rápido. Proteja a vítima, responsabilize o agressor.
Um 'bom trabalho' sincero muda o dia de alguém. Reconhecimento não custa nada e vale muito.
Convênio com psicólogo, dia de saúde mental, ou até parceria com apps de terapia. Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.
Para o funcionário
Se você está passando por isso, saiba: você não está sozinho e não é sua culpa.
Sentir estresse, ansiedade ou tristeza por causa do trabalho não é frescura. É o seu corpo pedindo ajuda. Você não é fraco — o ambiente está pesado.
Psicólogo não é só pra quem 'tem problema grave'. É pra todo mundo que quer se sentir melhor. Muitos planos de saúde cobrem.
Pode ser um amigo, familiar, colega ou líder de confiança. Falar sobre o que sente já alivia. Você não precisa aguentar sozinho.
Desligue as notificações do trabalho quando sair. Seu descanso é sagrado. Nenhum emprego vale sua saúde.
Assédio é crime. Jornada excessiva é ilegal. Você tem direitos trabalhistas. Se informe e não aceite abusos.
O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail. É gratuito, sigiloso, e pode salvar sua vida.
CVV — Centro de Valorização da Vida
Atendimento 24 horas, por telefone, chat ou e-mail. Gratuito, sigiloso, e feito por voluntários treinados. Se você ou alguém que você conhece precisa conversar, ligue.
O impacto no negócio
Ignorar riscos psicossociais não sai barato. Veja os números.
40%
Funcionários com estresse produzem até 40% menos
OMS — Organização Mundial da Saúde, 2024
4x
Cada R$ 1 investido em saúde mental retorna R$ 4 em produtividade
OMS — Mental Health at Work, 2024
200%
Turnover custa de 50% a 200% do salário do funcionário
Gallup — State of the Global Workplace, 2024
R$ 50 mil a R$ 370 mil
Processos por assédio moral custam entre R$ 50 mil e R$ 370 mil por caso
TST — Tribunal Superior do Trabalho, dados 2024
25%
Empresas com programas de bem-estar têm 25% menos afastamentos
Deloitte — Mental Health and Employers, 2024
2º lugar
Brasil é o 2º país com mais casos de burnout no mundo
ISMA-BR — International Stress Management Association, 2024
546 mil
546 mil brasileiros afastados por saúde mental em 2025
INSS — Anuário Estatístico da Previdência Social, 2025
+172%
Afastamentos por saúde mental cresceram 172% entre 2022 e 2025
INSS — comparativo 2022 vs 2025
Zakto — NR-1 resolvida. Sem complicação.
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